domingo, 30 de junho de 2013

As Tunicas de José


Gênesis 37:2-4 Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai. Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas (túnica de várias cores SEPTUAGINTA – Em acádico, uma lingua semítica, diz: uma túnica “ornamentada”). Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente.

A PRIMEIRA VESTE = TÚNICA TALAR – Mangas compridas, apenas os sacerdotes usavam. Várias cores ou “ornamentada”, apenas a realeza utilizava.
- Era um presente do pai, pelo simbolismo de seu amor. O pai (Jacó), queria que José (filho da mulher a quem amava) fosse nobre, próspero, rico e também fosse um sacerdote ou profeta. As túnicas eram o principal vestuário, utilizado por baixo da capa. Normalmente eram de mangas curtas e de cores opacas, como o cinza e o beje. A túnica de José sobresaía-se às demais, de seus irmãos, e anunciava – proféticamente – o que ele haveria de ser no futuro: PRÓSPERO E PROFETA (interpretador de sonhos).
DEUS NOS DÁ A PRIMEIRA VESTE = A PROMESSA!
Ele nos promete que seremos abençoados se sairmos de nossa parentela, e formos para a terra que Ele nos mostrará. Se formos fiéis à Ele na Palavra, nos dízimos e ofertas, no procedimento. Nos transformará em sacerdotes, profetas e reis!

Porém os próprios irmãos tentam nos tirar a primeira veste, a promessa. NOS DESANIMAM, impedem o progresso, mentem.

Gênesis 37:23 Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia.


A SEGUNDA VESTE = ROUPA DOS MIDIANITAS – Midiã significa “Contenta”, no hebraico.
- José foi lançado nú na cisterna, por seus irmãos. Havia-se despido a túnica e agora ele precisava ser vestido novamente. Quando foi negociado e vendido por seus irmãos, os midianitas lhe deram uma roupa = a contenda.
José tinha tudo para ser uma pessoa amargurada, rancorosa, briguenta, revoltada, mas mesmo estando com tudo isso sobre si, mesmo estando vestido de “contenda”, não fez uso dela. Calou-se, pois sabia que Jeová estava no controle de sua vida.
“Se Jeová está no controle da sua vida, cale-se! E espere o livramento que o Senhor lhe dará”.

A TERCEIRA VESTE = A ROUPA EGIPCIA - Chegando no Egito, os midianitas venderam José ao capitão da guarda de Faraó, chamado Potifar. Lá, trocaram-lhe as vestes e lhe colocaram vestes egípcias.
- Potifar mandou que o vestissem como um escravo egípcio, porém Deus prosperou a José e também a Potifar por amor a José. Potifar o colocou por principal em sua casa, pois Deus o estava prosperando. Era a promessa de Deus se cumprindo na vida dele.

Mas novamente o diabo tenta tirar a veste de José. Por ver que ele era próspero e honrado, enviou a mulher de Potifar para lhe tirar as vestes.

Gênesis 39:7-12 Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo. Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus? Falando ela a José todos os dias, e não lhe dando ele ouvidos, para se deitar com ela e estar com ela, sucedeu que, certo dia, veio ele a casa, para atender aos negócios; e ninguém dos de casa se achava presente. Então, ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém, deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora.

A QUARTA VESTE = A ROUPA DA PRISÃO – Novamente José foi lançado nú em uma prisão e lá teve que ser vestido.
- Sua roupa agora era novamente a da contenda e da humilhação, mas José não fez uso delas. Esperou em Deus e confiou na sua salvação. Deus era com ele ali também e o abençoou, prosperando-o.
“Não importa onde você está, se é fiel a Deus, mesmo na prisão, Deus te abençoará”.
OS SONHOS DO COPEIRO E DO PADEIRO
José interpretou os sonhos deles, dizendo que o copeiro seria restituído ao seu cargo, mas que o padeiro morreria enforcado, e assim aconteceu. Ele pediu ao copeiro que falasse dele à Faraó, para que saísse da prisão, mas o copeiro se esqueceu e José ficou ali mais dois anos.
- Ele tinha todos os motivos para ser uma pessoa traumatizada, revoltada e rebelde, e tinha todos os motivos para se desviar dos caminhos do Senhor, alegando que Deus o havia abandonado, mas não o fez. José CONHECIA O DEUS de seus pais e confiava Nele!
“Se você conhece a Jeová, então confie nele!”
O SONHO DE FARAÓ
Aconteceu que faraó teve dois sonhos em uma mesma noite, e os dois sonhos falavam a mesma coisa: sete vacas gordas, depois sete vacas magras que devoravam as gordas. Sete espigas graúdas e depois sete espigas de milho mirradas que devoravam as graúdas. O coopeiro se lembrou de José e falou à faraó.

Gênesis 41:14 Então, Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair à pressa da masmorra; ele se barbeou, mudou de roupa e foi apresentar-se a Faraó.

A QUINTA VESTE = HOMEM LIVRE – José não foi com a mesma roupa que usava na masmorra. Colocou uma roupa de homem livre, para apresentar-se ao rei.
- José poderia ir ao rei com uma atitude derrotista, vestindo os farrapos de um prisioneiro, para causar a pena de Faraó, mas não. Ele não demonstrou a sua situação, afinal professava a fé em um Deus Vitorioso, não andaria derrotado. Se barbeou, colocou a sua melhor roupa e foi se apresentar a Faraó com honra, como um filho de Deus deve ser!
Ao interpretar os sonhos do Faraó, aconselhou-o que colocasse alguém inteligente e sábio para governar as terras do Egito, e todos seriam livres da fome.
Sua atitude vitoriosa trouxe a seguinte expressão de Faraó:
Gênesis 41:38 Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus?

Faraó honrou José por sua integridade e atitude, fazendo-o o governador do Egito.

A SEXTA VESTE = LINHO FINO – Após treze anos de lutas, o sonho profético de José se cumpriria, porque ele acreditou na promessa do Senhor para a sua vida.

Gênesis 41:42 Então, tirou Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro.

- José foi vestido com linho fino, com vestes de realeza, igual a túnica de mangas compridas e várias cores, que seu pai Jacó havia lhe dado. Deus tinha cumprido ali a Sua Palavra e sido fiel a ele, que mesmo com todas as situações contrárias à ele, permaneceu fiel ao Senhor.

A SÉTIMA VESTE = ABENÇOAR OS QUE TE AMALDIÇOARAM – Ele não se vingou de seus irmãos, pelo contrário, os abençoou.

Gênesis 45:22 A cada um de todos eles deu vestes festivais, mas a Benjamim deu trezentas moedas de prata e cinco vestes festivais.

A todos os irmãos, José honrou-os com vestes festivais, porém ao irmão mais novo Benjamim, filho de sua mãe Raquel, deu-lhe trezentas moedas de prata, quinze vezes mais que seus irmãos receberam por vendê-lo aos midianitas e ismaelitas (que eram uma meia tribo), e cinco vestes festivais.
- Isto tem uma comparação tipológica. José aqui representa Jesus, que mesmo nós tendo o traido, o negado, mentido e o abandonado, ele volta até nós e nos abençoa. Mas abençoa mais aqueles que não fazem isso (Benjamim).

O ELEMENTO SURPRESA DA AÇÃO DE DEUS
Se José não tivesse encontrado seus irmãos na terra de Dotã, nada disso teria acontecido. Deus tem aqui um elemento surpresa:
Gênesis 37:15 E achou-o um varão, porque ele andava errado pelo campo, e perguntou-lhe o varão, dizendo: Que procuras?
Quando Deus tem um plano em sua vida, por maiores que as lutas venham a ser no futuro, Ele faz que aconteça o seu plano.
Se José não os tivesse encontrado naquele dia, certamente nunca seria vendido como escravo, nunca seria comprado por Potifar, nunca seria preso e nunca interpretaria os sonhos na prisão, que o fizeram ir até Faraó. Também nunca interpretaria o sonho do Faraó e nunca seria colocado por governador do Egito. A fome viria, Israel pereceria e, possívelmente, desapareceria do mapa.
Deus colocou um anjo, “um varão” que achou José perdido no campo, para colocá-lo no caminho certo

segunda-feira, 3 de junho de 2013

“As pessoas que nunca ouviram falar de Jesus estão perdidas?”


Conta-se a história de um menino, bom, na verdade, não sei se se trata de uma “história”, ou de uma “estória”, o fato é que antes mesmo de estar no ventre de sua mãe, que era uma sacerdotisa, de alto grau, na magia negra, essa criança já havia sido oferecida ao diabo. A sua mãe planejara a gravidez única e exclusivamente par que a criança fosse sacrificada. Depois que o menino nasceu ele foi levado, recém-nascido, para uma ilha deserta onde foi criado longe de todo contato com o mundo. Tinha contato apenas com seu tutor. Ele cresceu, e um de seus hábitos era subir ao cume do monte mais alto daquela ilha. Cresceu sabendo que um dia seria sacrificado, foi educado para esse fim. Até que chegou o dia, o sacerdote lhe disse que o dia era chegado. Antão ele disse ao sacerdote que o deixasse despedir-se antes de seu amigo. O homem perguntou: “Que amigo? Você não tem amigo.” O menino insistiu, até que o sacerdote o permitiu, pensando que ele estivesse louco. Ao entardecer o menino subiu naquele monte, que sempre costumava subir. Ao chegar ao lugar de costume lá estava o seu amigo, lindo, radiante. Então, o menino olha para o seu amigo que estava a se pôr e disse ao SOL: “Vai meu amigo e diga para o teu Criador que eu O adoro.”
- Por mais que aquela criança tenha sido criada para conhecer e adorar somente o diabo, a natureza declarou que existe um Deus Criador, Todo-Poderoso. E essa história, só me confirma a veracidade do que Flávio Josefo fala a respeito de Abrão: “... havia entre os caldeus, um homem muito justo e muito hábil na ciência dos astros. Foi ele o primeiro que ousou dizer que existe um só Deus; que o universo é obra das Suas mãos e que é unicamente à Sua bondade e não às nossas próprias forças que devemos a nossa felicidade. O que o levava a falar dessa maneira, era, depois de ter atentamente considerado o que se passa sobre a terra e sobre o mar, o curso do sol, da lua e das estrelas, que ele tinha facilmente deduzido que há um Poder superior que regula seus movimentos, e sem o qual todas as coisas cairiam na confusão e na desordem;... Os caldeus e os outros povos da Mesopotâmia não podendo tolerar essas palavra de Abrão, levantaram-se contra ele. Assim, por ordem de Deus e com o Seu auxilio, ele saiu do país para ir morar na terra de Canaã;... (História dos Hebreus cap. 7).”
Então, assim como a criança, Abrão também foi evangelizado pela natureza.
Sim porque não havia quem pregasse o Deus verdadeiro na Mesopotâmia, nos dia de Abrão.
O pastor Josué Orion, há alguns anos atrás, pregando no Gideões (GMUH), contou um fato que aconteceu com uma jovem na Argentina. Aquela jovem tinha um chamado para fazer a obra do Senhor. O Senhor usava os Seus servos para falar com ela, mas ela dizia que era muito nova. Passaram-se os anos, ela se casou, e o Senhor continuava a chama-la, mas ela disse que iria criar os filhos primeiro e então se entregaria para a obra do Senhor. Os anos passaram, os filhos cresceram e tiveram filhos, agora ela disse ao Senhor que iria ajudar a criar os netos e ai sim ela se entregaria ao chamado do Senhor. Um certo dia um servo do Senhor, que andava pela rua naquela cidade, ouviu a voz do Senhor falar com ele. O Senhor lhe dizia que atravessasse a rua e tocasse a campainha na casa que o Senhor lhe mostraria, e à pessoa que abrisse a porta ele deveria entregar a mensagem do Senhor. Ele obedeceu, tocou a campainha e aquela mulher que o Senhor a havia chamado, quando ainda era jovem, agora estava idosa, sem força para fazer a obra do Senhor. Quando ela atendeu a porta o homem de Deus abriu a boca como porta voz de Deus: “Chamei-te quando tu ainda eras jovem desimpedida, Me dissestes que eras muito nova. Tornei a chamar-te anos mais tarde, já estavas casada e tinhas filhos, dissestes que primeiro irias cria-los. Tornei a chamar-te, eras avó, falastes-me que primeiro ias ajudar a criar os teus netos e só depois te entregarias a minha obra. Hoje, por tua causa, milhares de almas estão descendo ao inferno.” No outro dia aquela senhora morreu.
Veja o que a Palavra de Deus diz em Ezequiel 33:8,9 “Quando Eu disser ao ímpio que é certo que ele morrerá, e você não falar para dissuadi-lo de seus caminhos, aquele ímpio morrerá por suas próprias iniquidades, mas Eu considerarei você responsável pela morte dele. Entretanto, se você de fato advertir o ímpio para que se desvie dos seus caminhos e ele não se desviar, ele morrerá por sua iniquidade, mas você estará livre da sua responsabilidade.” Se essa mulher tivesse sido uma atalaia fiél, essas milhares de almas não teriam descido ao inferno, e as suas mãos não estariam sujas do sangue delas.
Então, pessoas morrem sem conhecer a Jesus?
Sim. Alguém pode dizer: “É impossível nos dia de hoje alguém não ter ouvido falar de Jesus.” É bem possível que o mundo já tenha ouvido falar de Jesus. A pergunta certa seria, o que o mundo tem ouvido a respeito de Jesus. Será que tem ouvido falar de Jesus, como ouve falar de Gande, Confúcio, Maomé, Allan Kardec, etc.? Que Ele é um espírito aperfeiçoado? Um profeta? Um grande homem? Que ele é um homem que foi pregado na cruz? Acredito sim, que o mundo todo, ou boa parte dele, já ouviu falar de um homem, que há mais de dois mil anos viveu nesta terra, andou curando e pregando; conhecem a história de Jesus, mas não conhecem o Jesus da história. Essas pessoas vão morrer sem conhecer a verdade, sim, mas se você não fizer a sua parte na evangelização Deus vai requerer de ti o sangue delas. Ah, mas dessa forma eles vão chegar diante de Deus e dizer que não é justo, porque eles não tiveram a oportunidade de conhecê-Lo.
Não poderão alegar isso porque em Sl. 19:1-4 diz que, os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das Suas mãos. Um dia fala disso a outro dia; uma noite o revela a outra noite. Sem discurso nem palavras, não se ouve a sua voz. Mas a sua voz ressoa por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo.
Por isso eles são indesculpáveis. Portanto, a ira de Deus é revelada dos céus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça. Pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.
Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; (Rm. 1:18-20).
Davi era um homem acostumado a viver ao ar livre o que o permitia observar diariamente o nascer e o pôr do sol.
Um universo tão complexo requer um Criador capaz de fazer qualquer coisa, que sabe todas as coisas e que pode estar presente em toda a parte. Mais do que isso, porém, Davi sabia que Deus estava falando com todos os habitantes da terra por intermédio da Sua criação. A criação é um “livro sem palavras” que todos podem ler, pois não precisa de tradução. Cada dia e cada noite, Deus nos fala por meio da criação. Seu discurso é “derramado” silenciosa, abundante e universalmente. Porém, apesar dessa mensagem universal derramada dia e noite sobre todo o mundo, a maioria das pessoas ignora e rejeita Deus, pois deseja viver como bem entende (Rm. 1:18-23).
Phillips Brooks transmitiu a Helen Keller, cega e surda, os primeiros ensinamentos bíblicos, e ela respondeu que sempre soubera que havia um Deus, mas não sabia qual era o Seu nome. Nossa incumbência é dizer ao mundo que o Seu nome é Jesus (At. 4:12).
  • Pessoas morrem sem a oportunidade de conhecer a Jesus? Sim, por displicência da IGREJA.
  • Pessoas morrem sem a oportunidade de conhecer a Deus? Não, graças à auto revelação que Deus faz de Si próprio, através da criação (Sl.19:1,2; Rm. 1:18-23).

W. W. Wiersbe escreve: “A pergunta levantada com tanta frequência: “As pessoas que nunca ouviram falar de Jesus estão perdidas?” pode ser respondida com uma afirmação e outra pergunta:
(1) Sim, pois Deus lhes fala o dia todo e eles se recusam a ouvir;

(2) O que você está fazendo para transmitir o evangelho a essa pessoas?”

quinta-feira, 28 de março de 2013

Será que somos aniquilados após a morte?


Em 2Co. 5: 5-8  o apóstolo fala de um “emigrar do corpo” e “imigrar ao Senhor”. No entanto, seria essa talvez uma afirmação isolada, à qual não devemos dar importância excessiva? Como é o testemunho de todo o NT? Será que outras passagens essenciais corroboram o que Paulo afirma positivamente no presente texto acerca de nossa morte? 
1. Com certeza Paulo não era “platônico”. Porém a noção de uma “alma” ligada ao corpo apenas por pouco tempo não constitui somente “filosofia platônica”. Ela é uma noção da humanidade. De 2Co 12.2-4 depreendemos a naturalidade com que o apóstolo conta com a possibilidade de, com sua pessoa e sua experiência, ter estado “fora do corpo”. Não é bíblica uma disseminada exacerbação da ligação de corpo e alma em uma unidade total. 
O texto paralelo mais próximo da presente passagem encontra-se em Fp 1.21-23. O fato de Paulo não estar pensando em um “estar com Cristo” após a parusia, mas em uma imediata chegada até Jesus, resulta da circunstância de que ele designa o morrer como um “lucro”. Ele jamais poderia afirmar isso se a morte o aniquilasse completamente. Então teria uma perda total que seria compensada somente na parusia, por intermédio de uma criação totalmente nova. Muito substancial é Rm 14.7-9. Existe um “morrer para o Senhor” do mesmo modo como existe um “viver para o Senhor”. Um “morrer para o Senhor” dificilmente pode ser a catástrofe de um aniquilamento total ou da imersão em uma existência inconsciente nas sombras. Por isso o apóstolo também nos mostra imediatamente que, em virtude de sua morte e ressurreição, Jesus é o “Senhor sobre os vivos e os mortos”. Os “mortos”, portanto, precisam estar tão “vivos” que Jesus possa exercer seu “senhorio” sobre eles. Paulo nos assegura que “somos do Senhor”, quer vivamos na terra, quer morramos fisicamente. 
O texto de 1Co 12 nos assevera que como crentes nos tornamos “membros do corpo do Cristo”. Seria imaginável que constantemente membros do Senhor são arrancados pela morte física? Em Rm 8 o apóstolo enalteceu com profundo júbilo que nada nos pode separar do amor de Deus em Cristo Jesus. Na ocasião citou expressamente a “morte” como um poder que também não é capaz disso. Na presente carta Paulo informará, em 2Co 12.4, como foi arrebatado ao paraíso. Para o israelita Paulo, o paraíso era o lugar de permanência dos justos que adormeceram. Ainda que anteriormente tenha sido para ele apenas uma doutrina teórica, agora se tornou plena realidade para ele. Esse paraíso não era um local para dormir, mas um espaço cheio de palavras santas e poderosas. 
2. Mas será que tudo isso é apenas “paulino”? Será que o próprio Jesus considera doutrina correta uma teologia que ensina a morte da pessoa toda com o corpo, a alma e o espírito? 
O contrário é a verdade. Jesus se posicionou fundamentalmente diante dessa questão em seu diálogo com os saduceus sobre a “ressurreição” (Mt 22.23-33; Lc 20.27-40). É digno de nota que Jesus não fale de uma ressurreição vindoura por ocasião da irrupção do reino de Deus, mas demonstra a partir de Êx 3.6 os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó como vivendo perante Deus já agora. Na oportunidade ele formula o princípio de que Deus não é um Deus de mortos, mas de vivos. Logo a imediata “vida após a morte” não se encontra, para Jesus, em contradição com a “ressurreição”, mas a confirma. 
Esse texto representa um paralelo perfeito com o diálogo de Jesus com Marta em Jo 11.23-26. Marta “sabe” acerca da “ressurreição no último dia”. Jesus, porém, lhe atesta uma “vida” que o crente em Cristo possui desde já e preserva ao atravessar a morte física. A partir desse texto cabe considerar todas as referências em que a posse da “vida eterna” é atribuída ao crente desde já. Será que a “vida eterna” pode tornar a “morrer”, se e porque o corpo terreno se decompõe? Será que de fato devemos crer que aquele que “passou da morte para a vida” (Jo 5.24) agora, ao morrer fisicamente, recai “da vida para a morte”? À certeza de Rm 8 corresponde, nas palavras de Jesus, a asseveração sobre os seus: “Ninguém arrebatará as minhas ovelhas da minha mão” (Jo 10.28). “Ninguém” – ou seja, nem mesmo a morte. Mas tampouco o relato de Jesus sobre Lázaro e o homem rico deve ser descartado por nós como “parábola”, mas devemos levá-lo a sério como a palavra daquele que sabe todas as coisas, inclusive a situação dos que passaram pela morte física. 
Não deixa de ser essencial que nos casos de reavivamentos de mortos de que somos informados, esses mortos sejam alcançados pela voz poderosa de seu Senhor ou do apóstolo, podendo dar-lhe ouvidos e obedecer. De forma alguma morreram totalmente, mas sua pessoa continua vivendo e pode ser interpelada. 
3. Como se relaciona esse “viver junto do Senhor” com a “ressurreição”? Temos pouco a dizer sobre isso, pelo fato de que as declarações do NT sobre o estado intermediário na realidade são de certeza inequívoca em sua forma fundamental, mas não nos fornecem uma descrição palpável. Uma coisa, porém, é certa: após a morte ainda não estamos na “glória”. Estaremos do mesmo modo em “estado de espera” como nosso próprio Senhor “aguarda, daí em diante” à direita de Deus (Hb 10.13; 1Co 15.25s). Não se trata pura e simplesmente de nós mesmos e de nossa bem-aventurança! Estão em jogo as grandes coisas de Deus. Elas de forma alguma chegaram ao alvo quando nós chegamos a uma vida junto do Senhor após nossa morte física. A “glória” virá somente por meio da parusia, por meio do reino de paz no último milênio da história desta terra, por meio do juízo mundial, por meio da criação do novo céu e da nova terra, nos quais habita justiça [2Pe 3.13]. Somente ao presenciarmos esses grandiosos eventos obteremos participação na “glória”, que nos foi assegurada com certeza (Rm 5.2; 8.17s; 2Co 4.17s; Cl 3.4; 1Ts 2.12; Jo 17.24). Por isso na realidade não aguardamos a morte e a continuação de nossa vida no paraíso, mas a “ressurreição”, a “redenção de nosso corpo” (Rm 8.11; 8.23), e sabemos que seremos iguais a nosso Senhor até na gloriosa corporeidade, quando o vermos como ele é (Fp 3.21; 1Jo 3.2) 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Traga-me um verme que possa entender o homem
 e eu te trarei um homem que possa entender a Deus

sábado, 14 de julho de 2012

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço


“Cumpram as suas leis com todo o coração
e com toda a alma.” (Deuteronômio 26.16)

Há um ditado que diz:“Faça o que eu digo,
mas não faça o que eu faço.” Entretanto,
esse não é o tipo de conselho que Deus
recomenda que você dê a seus filhos. Se
você quer que eles amem ao Senhor, seja
um exemplo para eles. As suas ações e as
suas palavras, a maneira como você trata
as pessoas, enfim, sua postura diante da
vida servirão de modelo para eles, porque
os filhos se espelham nos pais. Por
exemplo, se você é intempestivo e
intolerante, se explode com facilidade e
não mede palavras para exteriorizar sua
exasperação, provavelmente eles copiarão
seu exemplo. Porém, se você tenta ser uma
pessoa equilibrada, que sempre procura
agir com amor, se costuma orar, ler e
meditar na Palavra, ir regularmente à
igreja, eles procurarão imitá-lo. Por isso,
assimile e coloque em prática o conselho
de Deus: “cumpra as suas leis com todo o
coração e com toda a alma”. Seja um
exemplo de caráter e de fé para seus filhos.
Referencia Deuteronômio 26.16-19

Jaime Kemp

domingo, 18 de março de 2012

A tarefa mais difícil de um profeta

A tarefa mais difícil de um profeta é mudar a mentalidade do povo. Isso significa arrancar as ervavas daninhas da falsa teologia e plantar a boa semente da Palavra de Deus.
                                                                                                                                                                   W. W. Wiersbe


As igrejas decrépitas podem certamente ser reavivadas pela pregação da Palavra de Deus,  acompanhada do sopro celeste vindo dos quatro ventos.
                                                                                                                                                                    C. Spurgeon


A teologia, conforme nosso ponto de vista, por analogia, é semelhante ao alimento; é necessário, mas precisa contar com o sal como temperado e elemento conservador, para tornar-se degustável.
Por outro lado existem pessoas que querem descobrir se anjos tem asas com penas, ou coisas desse tipo, tentando esquadrinhar o que jamais poderão entender.
E isso tem causado uma repulsa do povo à teologia.