quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A IMPORTÂNCIA DO ENSINO BIBLICO


Versículo chave

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se
envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. 2Tm 2.15

Pois como crerão naquEle de quem não ouviram falar? E como ouvirão se não há quem ensine / pregue? Rm. 10:14

Introdução

Nós, da congregação do bairro José Nitro, estamos muito felizes pois estamos construindo nossa igreja própria; isso realmente é maravilhoso. No ultimo Domingo, estávamos trabalhando na construção, em meio a tantos assuntos um jovem perguntou: "Por que não podemos adorar imagens?" 
Eu, em tom de brincadeira perguntei: "Tu não conheces os dez mandamentos?"
Melhor seria se eu não tivesse feito essa pergunta, a resposta veio mais forte que um tapa em meu rosto:
"Como eu vou saber se ninguém me ensina!"

A importância do ensino acerca das coisas de Deus fica evidente quando aprendemos na
bíblia que essa era uma das principais funções do Senhor Jesus em seu ministério
terreno. E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando... (Mt 4.23a) Este ministério não
era exclusividade dele, tem sido uma ordem aos seus seguidores. Portanto, ide ("indo", por onde andares), ensinai
todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou
convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém (Mt 28.20)! Essa ordem
foi prontamente obedecida pelos apóstolos e hoje não pode ser diferente. E todos os
dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar Jesus Cristo (At.
5.42). Era uma das maiores preocupação de Paulo para com os ministros que ele
formava. 1Tm cap. 4 ...manda estas coisas e ensina-as (v,11) ...persiste em ler, exortar e
ensinar (v,13) ...tem cuidado de ti mesmo e da doutrina... (v,16). E o que de mim, entre
muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também
ensinarem os outros (2Tm 2.2).
Deus não quer que sejamos meninos na fé
A falta de conhecimento bíblico, principalmente entre os que estão a mais tempo na fé, é
um desastre na ótica divina, quanto mais àqueles que estão envolvidos com a obra. O
plano de Deus é que o homem seja progressivamente aperfeiçoado, mas isso é
impossível sem o aprendizado da palavra de Deus. A esses negligentes, a Bíblia os
chama de meninos na fé. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais
de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de
Deus; e vos haveis feitos tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento.
Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da
justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em
razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem quanto o mal
(Hb 5.12-14).

A autoridade das Escrituras

A Bíblia é a maior autoridade da igreja, estando nela toda a revelação e vontade de
Deus, não pode de forma nenhuma ser omitida ou acrescentada. Nada acrescentareis à
palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do
SENHOR, vosso Deus, que vos mando (Dt. 4.2). Toda palavra de Deus é pura; escudo épara os que confiam nele. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te
repreenda, e sejas achado mentiroso (Pv 30. 5,6). Porque eu testifico a todo aquele que
ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa,
Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; e, se alguém tirar
quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da arvore da vida e
da Cidade Santa, que estão escritas neste livro (Ap 22.18,19). 
Os crentes de Beréia foram considerados nobres, pois: ...de bom grado receberam a
palavra, examinado cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim... (At. 17.11);
por mais autoridade que os apóstolos tivessem, os bereanos entendiam que nenhum
ensino deve ser acatado por quem quer que seja sem antes passar pelo crivo da palavra
de Deus. Os crentes da igreja primitiva não inventavam, não tinham modismos nem
achologias, todos os seus argumentos sempre estavam fundamentados na palavra de
Deus, e isso não deve mudar nunca! Porque com grande veemência convencia
publicamente os judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus era o Cristo (At 18.28).
Aprender e ensinar, o papel da igreja
Deus se revela através das Sagradas Escrituras. Em todos os tempos esse foi o maior
recurso usado por Deus para instruir o seu povo. Não há se quer uma citação que nos
desencoraje a buscar tal conhecimento, pelo contrário, a falta dele nos traz muitos
danos. O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste
o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim;
visto que se esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos (Os
4.6). Vemos tais princípios quando o Senhor recomenda seu livro a Josué. Não se
aparte da tua boca o livro desta lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas
cuidado de fazer tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu
caminho e, então, prudentemente te conduzirás (Js 1.8).

O que disse Jesus acerca das Escrituras

Quando Jesus foi tentado pelo diabo no deserto, ele nos deixou um grande exemplo no
tocando ao uso e convicção das Sagradas Escrituras. ...está escrito...(Mt 4.4,7,10). Se
alguém julga ser de pouca importância a necessidade de aprendizado para conhecimento
da Bíblia, atente para esta exortação de Jesus: ...Errais, não conhecendo as Escrituras...
(Mt 22.29). 
Uma observação interessante: O maior capítulo da Bíblia é o salmo 119, ele tem 176
versículos e todos exaltam a palavra de Deus usando termos como: lei, testemunhos,
caminhos, mandamentos, estatutos, palavra, juízos, preceitos, promessas, etc...

Visão da Igreja

A Igreja deve reconhecer a autoridade da palavra de Deus, reconhecer a
necessidade do ensino e aprendizado da Bíblia e entender que ela é a base do nosso
trabalho eclesiástico; e recomendar o uso contínuo, a leitura e meditação da mesma. Os ministros devem se colocar a disposição para instruir todos os membros nas
Sagradas Escrituras, pois cremos que a Bíblia é a infalível palavra de Deus.

Aplicação pessoal

- Faça dos ensinos da Bíblia a sua filosofia de vida.
- Tenha a leitura da Bíblia uma necessidade tão grande quanto a necessidade de comida.
- Não aceite nenhuma proposta, ou argumento, ou ensino que seja contrário aos ensinos
da Bíblia, faça como os crentes de Beréia.
- Saiba que Deus não é do jeito que você imagina, mas do jeito que Ele se revela nas
Escrituras.
- Sempre compartilhe com seu próximo as verdades que você aprende, faça discípulos.

Questionário

 O que você acha que aconteceria caso Jesus só pregasse e curasse, mas não
ensinasse seus seguidores?
 Se alguém vier com a bíblia até você para questionar a tua fé, você está
preparado para se defender mencionando o que está escrito?
 O que você acha que os bereanos fariam caso o ensino dos apóstolos não
estivessem de acordo com as Escrituras?
Você está disposto (a) a abrir mão de alguma coisa para aprender mais acerca
das Escrituras ou isso não é importante pra você?

Outras referências

- Dt 17.19 E o terá consigo e nele lerás todos os dias da sua vida, para que aprenda a
temer ao SENHOR, seu Deus, para guardar todas as palavras desta lei e estes
estatutos, para fazê-los.
Is 8.20 À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a
alva.
- Is 34.16 Buscai no livro do SENHOR e lede; nenhuma dessas coisas falhará, nem uma
nem outra faltará, porque a sua própria boca o ordenou, e o seu Espírito mesmo as
ajuntará.
- Rm 15.4 Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que,
pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança.- 1Tm 3.2 Convém, pois que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher,
vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar (não para dizer: "Vá e aprenda, busque"). 
Pois como crerão naquEle de quem não ouviram falar? E como ouvirão se não há quem ensine / pregue?


domingo, 4 de agosto de 2013

Avaliando com a Bíblia a visita e pronunciamentos do Papa Francisco


Visita do Papa ao Brasil, no final de julho de 2013.

LeituraMateus 9.35-38
E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades.Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustascomo ovelhas que não têm pastor. E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.

Introdução:
Certamente temos visto multidões, idosos e jovens, enfrentando a chuva, a lama, o frio, a ausência de transporte, a insegurança das cidades, para ver o Papa em sua visita ao Brasil, que começou na segunda-feira, 22.07.2013, e se estende até o último domingo do mês. A mídia tem divulgado a visita com tanta intensidade, que se você estava neste planeta, nestas últimas semanas, não pode ter ignorado a presença do Papa no Brasil. Por exemplo, a revista semanal de maior circulação e repercussão (VEJA) trouxe reportagens de capa sobre o acontecimento em duas semanas seguidas. Como avaliar a pessoa do Papa, a sua visita e os seus pronunciamentos? Como entender as expressões de fé e devoção encontradas nos olhares das multidões? O texto de Mateus 9.35-38 fala de multidões às quais não faltava religiosidade! Ao lado da curiosidade, havia devoção, ensino dogmático, religião, mas eram ovelhas "que não tinham pastor"! A sinceridade, mesmo presente, não era passaporte para a verdade! E o pastor de que se fala no texto, é um só - Cristo Jesus, fora do qual não há salvação. Quem é o Papa atual?

O cardeal argentino, Jorge Mario Bergoglio foi escolhido Papa (e assumiu o nome de Francisco) em um dia considerado por muitos “cabalístico” (13.03.13). Havia uma expectativa em muitas pessoas e na mídia de que o novo líder da Igreja Católica fosse um Papa “progressista”. Estes se espantaram com a sua posição em relação à união de gays; à questão do homossexualismo, que hoje em dia é propagada como “apenas” uma opção sexual; e sobre o aborto. Ele é contra, ponto final! Alguns católicos se espantaram porque ele não colocou, de início, o envolvimento social como prioridade máxima da Igreja. Em vez disso, contrariou a mensagem que tem soado renitentemente ao longo das quatro últimas décadas, especialmente em terras brasileiras, proclamada pelos politizados “teólogos da libertação”, ou da natimorta “teologia pública”. Ele aparentou priorizar as questões espirituais!

Desde o início do seu “Papado” certas declarações chamaram a atenção, também, dos evangélicos. Por exemplo, ele disse que a missão da Igreja é difundir a mensagem de Jesus Cristo pelo mundo. Na realidade, ele foi mais enfático ainda e afirmou que se esse não for o foco principal, a Instituição da Igreja Católica Romana tende a se transformar em uma “ONG beneficente”, mas sem relevância maior à saúde espiritual das pessoas! Depois, o viés mudou um pouco, especialmente nesta visita ao Brasil. A ênfase passou para uma postura de vida ascética e humilde, demonstrando uma frugalidade que, em uma era de opulência, corrupção, apropriação de valores alheios e desprezo pelos valores reais da vida, também soa saudável e pertinente!

Ei! Disseram alguns evangélicos – essa é a nossa mensagem!!

Bom, não seria a primeira vez na história que um prelado católico reconhece que a Igreja tem estado equivocada em seus caminhos e mensagem. Já houve um monge agostiniano que, estudando a Bíblia, verificou que tinha que retornar às bases das Escrituras e reavivar a missão da igreja na proclamação do evangelho, libertando-a de penduricalhos humanos absorvidos através de séculos de tradição. Estes possuíam apenas características místicas, mas nenhuma contribuição espiritual e de vida que fosse real às pessoas. Assim foi disparado o movimento que ficou conhecido na história como a Reforma do Século 16, com as mensagens, escritos e ações de Martinho Lutero, em 1517. Lutero foi seguido por muitos outros reformadores, que se apegaram à Bíblia como regra de fé e prática.

Será que estamos testemunhando uma “segunda reforma” dentro da Igreja Católica? Se algumas dessas declarações do Papa Francisco forem levadas a sério, por ele próprio e por seus seguidores, vai ser uma revolução. Mas é importante lembrar, entretanto, que proclamar a mensagem de Jesus Cristo é algo bem abrangente e sério. Existem implicações definidas e explícitas nessa frase. E a questão que não quer calar é: será que a Igreja Católica está disposta a se definir com coragem em pelo menos nessas cinco áreas cruciais? Examinemos uma a uma.

1. AS ESCRITURAS: Rejeitar apêndices aos livros inspirados das Escrituras. Ou seja, assumir lealdade apenas às Escrituras Sagradas, rejeitando os chamados livros apócrifos.Proclamar as palavras de Jesus, nesta área, é aceitar tão somente o que ele aceitou. Em Lucas 24.44, Jesus referiu-se às Escrituras disponíveis antes dos livros do Novo Testamento, como “A Lei de Moisés, Os Profetas e Os Salmos” – essa era exatamente a forma da época de se referir às Escrituras que formam o Antigo Testamento, em três divisões específicas (Pentateuco, livros históricos e proféticos e livros poéticos) compreendendo, no total, 39 livros. Representam os livros inspirados aceitos até hoje pelo cristianismo histórico, abraçado pelos evangélicos, bem como pelos Judeus de então e da atualidade. Ou seja, nenhuma menção ou aceitação dos livros apócrifos, não inspirados, que foram inseridos 400 anos depois de Cristo, quando Jerônimo editou a tradução em Latim da Bíblia – a Vulgata Latina[1]. Evangélicos e católicos concordam quanto aos 27 livros do Novo Testamento, mas essas adições à Palavra são responsáveis pela introdução de diversas doutrinas estranhas, que nunca foram ensinadas ou abraçadas por Jesus e pelos apóstolos. Além disso, na Igreja Católica, a própria TRADIÇÃO tem força normativa igual à Bíblia. Proclamar a palavra de Jesus ao mundo começa com a aceitação das Escrituras do Antigo e Novo Testamento, e elas somente, como fonte de conhecimento religioso e regra de fé e prática. Se não nos atemos a conhecer as Escrituras verdadeiras, caímos em erro, como alerta Jesus a alguns religiosos do seu tempo, que apesar de citarem as Escrituras, se apegavam mais às tradições do que à Palavra de Deus: “Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?” (Marcos 12.24). O livro doApocalipse, no final da Bíblia, traz palavras duras tanto para subtrações como para ADIÇÕES às Escrituras: (22.18)   “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; (22.19)   e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”.

2. A MEDIAÇÃO COM DEUS: Rejeitar a mediação de qualquer outro (ou outra) entre Deus e as Pessoas, que não seja o próprio Cristo. Não acatar a mediação de Maria, e muito menos a designação dela como co-redentora, lembrando que o ensino da palavra é o de que “há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2.5). Na realidade, a Igreja precisa obedecer até à própria Maria, que ensinou: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (João 2.5); e Ele nos diz: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao pai, senão por mim” (João 14.6). Foi um momento revelador da dificuldade que o Papa tem na aderência a essa mensagem da Bíblia, observar sua homilia pública (angelus) de 17.03.2013. Após falar várias coisas importantes e bíblicas sobre perdão e misericórdia divina, finalizou dizendo: “procuremos a intercessão de Maria”... Ouvimos as próprias palavras do Papa: “No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério de Sucessor de Pedro”.[2] Em Aparecida, nesta visita ao Brasil, ele também disse: “Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latino-americano”. “Que Deus os abençoe e Nossa Senhora Aparecida cuide de você”. Não é assim que irá proclamar a palavra de Jesus ao mundo, pois precisa apresentá-lo como único e exclusivo mediador; nosso advogado; aquele que pleiteia e defende a nossa causa perante o tribunal divino. Para o Papa, “a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria, mas o Povo de Deus sabe, que a igreja verdadeira segue a vontade de Deus, expressa em Sua Palavra.

3. O CULTO ÀS IMAGENS: Rejeitar as imagens e o panteão de santos composto por vários personagens que também são alvo de adoração e devoção devidas somente a Cristo. Essa característica da Igreja Católica está relacionada com a utilização de imagens de escultura, como objeto de adoração e veneração; e também precisaria ser rejeitada.[3] Ela contraria o segundo mandamento e desvia os olhos dos fiéis daquele que é o “autor e consumador da fé - Jesus” (Hebreus 12.2). Proclamar a palavra de Jesus ao mundosignifica abandonar a prática espúria e humana da canonização de mortais comuns, pecadores como eu e você, em complexos, mas inúteis processos eclesiásticos, que não têm o poder de aferir ou atribuir poderes especiais a esses santos. Proclamar a mensagem de Jesus, seria abandonar a adoração e devoção à “Nossa Senhora Aparecida” e a tantas outras “Nossas Senhoras” e ídolos que integram a religião Católico-Romana. Vejam o que nos diz a Bíblia:
Salmo:
115.3   No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada.
115.4   Prata e ouro são os ídolos deles, obra das mãos de homens.
115.5   Têm boca e não falam; têm olhos e não vêem;
115.6   têm ouvidos e não ouvem; têm nariz e não cheiram.
115.7   Suas mãos não apalpam; seus pés não andam; som nenhum lhes sai da garganta.
115.8   Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e quantos neles confiam.
115.9   Israel confia no SENHOR; ele é o seu amparo e o seu escudo.
Habacuque
2.18   Que aproveita o ídolo, visto que o seu artífice o esculpiu? E a imagem de fundição, mestra de mentiras, para que o artífice confie na obra, fazendo ídolos mudos?
Jeremias
10.3   Porque os costumes dos povos são vaidade; pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, com machado;
10.4   com prata e ouro o enfeitam, com pregos e martelos o fixam, para que não oscile.
10.5   Os ídolos são como um espantalho em pepinal e não podem falar;necessitam de quem os leve, porquanto não podem andar. Não tenhais receio deles, pois não podem fazer mal, e não está neles o fazer o bem.

4. O DESTINO DAS PESSOAS: Rejeitar o ensino de que existe um estado pós-morte que proporciona uma “segunda chance” às pessoas. A doutrina do purgatório não tem base bíblica e surgiu exatamente dos livros conhecidos como apócrifos (em 2 Macabeus 12.45), sendo formalizada apenas nos Concílios de Lyon e Florença, em 1439. Mas Jesus e a Bíblia ensinam que existem apenas dois destinos que esperam as pessoas, após a morte: Estar na glória com o Criador – salvos pela graça infinita de Deus (Lucas 23.43 – “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” – e Atos 15.11 -  fomos salvos pela graça do Senhor Jesus”), ou na morte eterna (Mateus 23.33 – Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?”), como consequência dos nossos próprios pecados. Proclamar a palavra de Jesus ao mundo é alertar as pessoas sobre a inevitabilidade da morte eterna, pregando o evangelho do arrependimento e a boa nova da salvação através de Cristo, sem iludir os fiéis com falsos destinos.

5. AS REZAS: Rejeitar os “mantras” religiosos, que são proferidos como se tivessem validade intrínseca, como fortalecimento progressivo pela repetibilidade. É o próprio Jesus que nos ensinou, em  Mateus 6.7: “... orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos”. É simplesmente incrível como a ficha não tem caído na Igreja Católica, ao longo dos séculos e, mesmo com uma declaração tão clara contra as repetições, da parte de Cristo, as rezas, rosários, novenas, sinais da cruz etc. são promovidos e apresentados como sinais de espiritualidade ou motivadores de ação divina àqueles que os repetem. Proclamar a palavra de Jesus ao mundo é dirigir-se ao Pai como ele ensina, em nome do próprio Jesus, no poder do Espírito Santo, abrindo o nosso coração perante o trono de graça (Filipenses 4.6: Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”).

Conclusão:
Assim, enquanto acompanhamos a visita, é verdade que podemos admirar a coragem deste homem, Jorge Bergoglio, que tem se pronunciado claramente contra alguns pecados aberrantes que estão destruindo a família e a sociedade. No entanto, muito falta para que a Palavra de Deus e os ensinamentos de Jesus façam parte real de sua mensagem e de uma igreja transformada pelo poder do Espírito Santo – como vimos em cada uma dessas áreas mencionadas (e em outras, também).

Em toda essa situação, podemos aprender algumas coisas: (1) Pedir a Deus que dê forças às nossas lideranças evangélicas, e a nós mesmos, para termos intrepidez no interpelar de governantes e da mídia, quando promovem leis e comportamentos que contradizem totalmente os princípios que Deus delineia em Sua Palavra. Estes princípios sempre são os melhores para o bem da humanidade, na qual o povo de Deus (incluindo nossos filhos e netos) está inserido. (2) Exercitar cautela em nossa apreciação e entusiasmo das ações e palavras do Papa – a idolatria e diminuição da intermediação de Cristo continuam bem presentes em sua visão religiosa e na Igreja que o tem como líder. Envolvimentos de evangélicos nessas celebrações são totalmente desprovidas de base bíblica - representam um descaso por essas profundas diferenças doutrinárias que representam a diferença entre a vida e a morte espiritual das pessoas. (3) Clamar a Deus por misericórdia e salvação real para o nosso povo e para a nossa terra. Como é triste em ver tantos olhos e esperanças fixados em santos, mitos, misticismo e na pessoa humana, em vez de no Deus único soberano. O Deus da Bíblia é a esperança de nossas vidas. É ele que nos alcança e nos fala em Cristo Jesus, pelo poder do Espírito Santo. Esse nosso Deus é real e eterno e não temporal como o Papa.

Solano Portela




[1] A Vulgata Latina (382 – 402 d.C.), tradução para o latim, da Bíblia, contém 73 livros (e não 66) além de adições de capítulos em alguns livros do Antigo Testamento, que não constam dos textos hebraicos, nem da Septuaginta (tradução para o Grego, do Antigo Testamento, realizada em torno de 280 a.C.). Estes livros adicionais são chamados delivros apócrifos (duvidosos, fabulosos, falsos). O próprio Jerônimo colocou notas de advertências, quanto à canonicidade e validade dessas adições, mas essa cautela foi suprimida nos séculos à frente. Sua aceitação como escritura canônica, no seio da Igreja Católica, foi formalizada pelo Concílio de Trento, em 1546 d.C. Desapareceu, assim, a compreensão de que aqueles livros estavam ali colocados por “seu valor histórico” ou devocional. É possível que se Jerônimo soubesse, que na posteridade seriam considerados parte integral da Bíblia, provavelmente não os teria incluído em seu trabalho. 

[2] Todas essas citações foram extraídas da Homilia no Santuário da Aparecida, proferida em 24.07.2013. http://www.news.va/pt/news/santuario-da-aparecida-homilia-do-Papa-24-julho-20 , acessado em 26.07.2013.
[3] Na mesma homilia já referida, o Papa disse: “A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Parnaíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe”?

domingo, 30 de junho de 2013

As Tunicas de José


Gênesis 37:2-4 Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai. Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas (túnica de várias cores SEPTUAGINTA – Em acádico, uma lingua semítica, diz: uma túnica “ornamentada”). Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente.

A PRIMEIRA VESTE = TÚNICA TALAR – Mangas compridas, apenas os sacerdotes usavam. Várias cores ou “ornamentada”, apenas a realeza utilizava.
- Era um presente do pai, pelo simbolismo de seu amor. O pai (Jacó), queria que José (filho da mulher a quem amava) fosse nobre, próspero, rico e também fosse um sacerdote ou profeta. As túnicas eram o principal vestuário, utilizado por baixo da capa. Normalmente eram de mangas curtas e de cores opacas, como o cinza e o beje. A túnica de José sobresaía-se às demais, de seus irmãos, e anunciava – proféticamente – o que ele haveria de ser no futuro: PRÓSPERO E PROFETA (interpretador de sonhos).
DEUS NOS DÁ A PRIMEIRA VESTE = A PROMESSA!
Ele nos promete que seremos abençoados se sairmos de nossa parentela, e formos para a terra que Ele nos mostrará. Se formos fiéis à Ele na Palavra, nos dízimos e ofertas, no procedimento. Nos transformará em sacerdotes, profetas e reis!

Porém os próprios irmãos tentam nos tirar a primeira veste, a promessa. NOS DESANIMAM, impedem o progresso, mentem.

Gênesis 37:23 Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia.


A SEGUNDA VESTE = ROUPA DOS MIDIANITAS – Midiã significa “Contenta”, no hebraico.
- José foi lançado nú na cisterna, por seus irmãos. Havia-se despido a túnica e agora ele precisava ser vestido novamente. Quando foi negociado e vendido por seus irmãos, os midianitas lhe deram uma roupa = a contenda.
José tinha tudo para ser uma pessoa amargurada, rancorosa, briguenta, revoltada, mas mesmo estando com tudo isso sobre si, mesmo estando vestido de “contenda”, não fez uso dela. Calou-se, pois sabia que Jeová estava no controle de sua vida.
“Se Jeová está no controle da sua vida, cale-se! E espere o livramento que o Senhor lhe dará”.

A TERCEIRA VESTE = A ROUPA EGIPCIA - Chegando no Egito, os midianitas venderam José ao capitão da guarda de Faraó, chamado Potifar. Lá, trocaram-lhe as vestes e lhe colocaram vestes egípcias.
- Potifar mandou que o vestissem como um escravo egípcio, porém Deus prosperou a José e também a Potifar por amor a José. Potifar o colocou por principal em sua casa, pois Deus o estava prosperando. Era a promessa de Deus se cumprindo na vida dele.

Mas novamente o diabo tenta tirar a veste de José. Por ver que ele era próspero e honrado, enviou a mulher de Potifar para lhe tirar as vestes.

Gênesis 39:7-12 Aconteceu, depois destas coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e lhe disse: Deita-te comigo. Ele, porém, recusou e disse à mulher do seu senhor: Tem-me por mordomo o meu senhor e não sabe do que há em casa, pois tudo o que tem me passou ele às minhas mãos. Ele não é maior do que eu nesta casa e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porque és sua mulher; como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus? Falando ela a José todos os dias, e não lhe dando ele ouvidos, para se deitar com ela e estar com ela, sucedeu que, certo dia, veio ele a casa, para atender aos negócios; e ninguém dos de casa se achava presente. Então, ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém, deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora.

A QUARTA VESTE = A ROUPA DA PRISÃO – Novamente José foi lançado nú em uma prisão e lá teve que ser vestido.
- Sua roupa agora era novamente a da contenda e da humilhação, mas José não fez uso delas. Esperou em Deus e confiou na sua salvação. Deus era com ele ali também e o abençoou, prosperando-o.
“Não importa onde você está, se é fiel a Deus, mesmo na prisão, Deus te abençoará”.
OS SONHOS DO COPEIRO E DO PADEIRO
José interpretou os sonhos deles, dizendo que o copeiro seria restituído ao seu cargo, mas que o padeiro morreria enforcado, e assim aconteceu. Ele pediu ao copeiro que falasse dele à Faraó, para que saísse da prisão, mas o copeiro se esqueceu e José ficou ali mais dois anos.
- Ele tinha todos os motivos para ser uma pessoa traumatizada, revoltada e rebelde, e tinha todos os motivos para se desviar dos caminhos do Senhor, alegando que Deus o havia abandonado, mas não o fez. José CONHECIA O DEUS de seus pais e confiava Nele!
“Se você conhece a Jeová, então confie nele!”
O SONHO DE FARAÓ
Aconteceu que faraó teve dois sonhos em uma mesma noite, e os dois sonhos falavam a mesma coisa: sete vacas gordas, depois sete vacas magras que devoravam as gordas. Sete espigas graúdas e depois sete espigas de milho mirradas que devoravam as graúdas. O coopeiro se lembrou de José e falou à faraó.

Gênesis 41:14 Então, Faraó mandou chamar a José, e o fizeram sair à pressa da masmorra; ele se barbeou, mudou de roupa e foi apresentar-se a Faraó.

A QUINTA VESTE = HOMEM LIVRE – José não foi com a mesma roupa que usava na masmorra. Colocou uma roupa de homem livre, para apresentar-se ao rei.
- José poderia ir ao rei com uma atitude derrotista, vestindo os farrapos de um prisioneiro, para causar a pena de Faraó, mas não. Ele não demonstrou a sua situação, afinal professava a fé em um Deus Vitorioso, não andaria derrotado. Se barbeou, colocou a sua melhor roupa e foi se apresentar a Faraó com honra, como um filho de Deus deve ser!
Ao interpretar os sonhos do Faraó, aconselhou-o que colocasse alguém inteligente e sábio para governar as terras do Egito, e todos seriam livres da fome.
Sua atitude vitoriosa trouxe a seguinte expressão de Faraó:
Gênesis 41:38 Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus?

Faraó honrou José por sua integridade e atitude, fazendo-o o governador do Egito.

A SEXTA VESTE = LINHO FINO – Após treze anos de lutas, o sonho profético de José se cumpriria, porque ele acreditou na promessa do Senhor para a sua vida.

Gênesis 41:42 Então, tirou Faraó o seu anel de sinete da mão e o pôs na mão de José, fê-lo vestir roupas de linho fino e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro.

- José foi vestido com linho fino, com vestes de realeza, igual a túnica de mangas compridas e várias cores, que seu pai Jacó havia lhe dado. Deus tinha cumprido ali a Sua Palavra e sido fiel a ele, que mesmo com todas as situações contrárias à ele, permaneceu fiel ao Senhor.

A SÉTIMA VESTE = ABENÇOAR OS QUE TE AMALDIÇOARAM – Ele não se vingou de seus irmãos, pelo contrário, os abençoou.

Gênesis 45:22 A cada um de todos eles deu vestes festivais, mas a Benjamim deu trezentas moedas de prata e cinco vestes festivais.

A todos os irmãos, José honrou-os com vestes festivais, porém ao irmão mais novo Benjamim, filho de sua mãe Raquel, deu-lhe trezentas moedas de prata, quinze vezes mais que seus irmãos receberam por vendê-lo aos midianitas e ismaelitas (que eram uma meia tribo), e cinco vestes festivais.
- Isto tem uma comparação tipológica. José aqui representa Jesus, que mesmo nós tendo o traido, o negado, mentido e o abandonado, ele volta até nós e nos abençoa. Mas abençoa mais aqueles que não fazem isso (Benjamim).

O ELEMENTO SURPRESA DA AÇÃO DE DEUS
Se José não tivesse encontrado seus irmãos na terra de Dotã, nada disso teria acontecido. Deus tem aqui um elemento surpresa:
Gênesis 37:15 E achou-o um varão, porque ele andava errado pelo campo, e perguntou-lhe o varão, dizendo: Que procuras?
Quando Deus tem um plano em sua vida, por maiores que as lutas venham a ser no futuro, Ele faz que aconteça o seu plano.
Se José não os tivesse encontrado naquele dia, certamente nunca seria vendido como escravo, nunca seria comprado por Potifar, nunca seria preso e nunca interpretaria os sonhos na prisão, que o fizeram ir até Faraó. Também nunca interpretaria o sonho do Faraó e nunca seria colocado por governador do Egito. A fome viria, Israel pereceria e, possívelmente, desapareceria do mapa.
Deus colocou um anjo, “um varão” que achou José perdido no campo, para colocá-lo no caminho certo

segunda-feira, 3 de junho de 2013

“As pessoas que nunca ouviram falar de Jesus estão perdidas?”


Conta-se a história de um menino, bom, na verdade, não sei se se trata de uma “história”, ou de uma “estória”, o fato é que antes mesmo de estar no ventre de sua mãe, que era uma sacerdotisa, de alto grau, na magia negra, essa criança já havia sido oferecida ao diabo. A sua mãe planejara a gravidez única e exclusivamente par que a criança fosse sacrificada. Depois que o menino nasceu ele foi levado, recém-nascido, para uma ilha deserta onde foi criado longe de todo contato com o mundo. Tinha contato apenas com seu tutor. Ele cresceu, e um de seus hábitos era subir ao cume do monte mais alto daquela ilha. Cresceu sabendo que um dia seria sacrificado, foi educado para esse fim. Até que chegou o dia, o sacerdote lhe disse que o dia era chegado. Antão ele disse ao sacerdote que o deixasse despedir-se antes de seu amigo. O homem perguntou: “Que amigo? Você não tem amigo.” O menino insistiu, até que o sacerdote o permitiu, pensando que ele estivesse louco. Ao entardecer o menino subiu naquele monte, que sempre costumava subir. Ao chegar ao lugar de costume lá estava o seu amigo, lindo, radiante. Então, o menino olha para o seu amigo que estava a se pôr e disse ao SOL: “Vai meu amigo e diga para o teu Criador que eu O adoro.”
- Por mais que aquela criança tenha sido criada para conhecer e adorar somente o diabo, a natureza declarou que existe um Deus Criador, Todo-Poderoso. E essa história, só me confirma a veracidade do que Flávio Josefo fala a respeito de Abrão: “... havia entre os caldeus, um homem muito justo e muito hábil na ciência dos astros. Foi ele o primeiro que ousou dizer que existe um só Deus; que o universo é obra das Suas mãos e que é unicamente à Sua bondade e não às nossas próprias forças que devemos a nossa felicidade. O que o levava a falar dessa maneira, era, depois de ter atentamente considerado o que se passa sobre a terra e sobre o mar, o curso do sol, da lua e das estrelas, que ele tinha facilmente deduzido que há um Poder superior que regula seus movimentos, e sem o qual todas as coisas cairiam na confusão e na desordem;... Os caldeus e os outros povos da Mesopotâmia não podendo tolerar essas palavra de Abrão, levantaram-se contra ele. Assim, por ordem de Deus e com o Seu auxilio, ele saiu do país para ir morar na terra de Canaã;... (História dos Hebreus cap. 7).”
Então, assim como a criança, Abrão também foi evangelizado pela natureza.
Sim porque não havia quem pregasse o Deus verdadeiro na Mesopotâmia, nos dia de Abrão.
O pastor Josué Orion, há alguns anos atrás, pregando no Gideões (GMUH), contou um fato que aconteceu com uma jovem na Argentina. Aquela jovem tinha um chamado para fazer a obra do Senhor. O Senhor usava os Seus servos para falar com ela, mas ela dizia que era muito nova. Passaram-se os anos, ela se casou, e o Senhor continuava a chama-la, mas ela disse que iria criar os filhos primeiro e então se entregaria para a obra do Senhor. Os anos passaram, os filhos cresceram e tiveram filhos, agora ela disse ao Senhor que iria ajudar a criar os netos e ai sim ela se entregaria ao chamado do Senhor. Um certo dia um servo do Senhor, que andava pela rua naquela cidade, ouviu a voz do Senhor falar com ele. O Senhor lhe dizia que atravessasse a rua e tocasse a campainha na casa que o Senhor lhe mostraria, e à pessoa que abrisse a porta ele deveria entregar a mensagem do Senhor. Ele obedeceu, tocou a campainha e aquela mulher que o Senhor a havia chamado, quando ainda era jovem, agora estava idosa, sem força para fazer a obra do Senhor. Quando ela atendeu a porta o homem de Deus abriu a boca como porta voz de Deus: “Chamei-te quando tu ainda eras jovem desimpedida, Me dissestes que eras muito nova. Tornei a chamar-te anos mais tarde, já estavas casada e tinhas filhos, dissestes que primeiro irias cria-los. Tornei a chamar-te, eras avó, falastes-me que primeiro ias ajudar a criar os teus netos e só depois te entregarias a minha obra. Hoje, por tua causa, milhares de almas estão descendo ao inferno.” No outro dia aquela senhora morreu.
Veja o que a Palavra de Deus diz em Ezequiel 33:8,9 “Quando Eu disser ao ímpio que é certo que ele morrerá, e você não falar para dissuadi-lo de seus caminhos, aquele ímpio morrerá por suas próprias iniquidades, mas Eu considerarei você responsável pela morte dele. Entretanto, se você de fato advertir o ímpio para que se desvie dos seus caminhos e ele não se desviar, ele morrerá por sua iniquidade, mas você estará livre da sua responsabilidade.” Se essa mulher tivesse sido uma atalaia fiél, essas milhares de almas não teriam descido ao inferno, e as suas mãos não estariam sujas do sangue delas.
Então, pessoas morrem sem conhecer a Jesus?
Sim. Alguém pode dizer: “É impossível nos dia de hoje alguém não ter ouvido falar de Jesus.” É bem possível que o mundo já tenha ouvido falar de Jesus. A pergunta certa seria, o que o mundo tem ouvido a respeito de Jesus. Será que tem ouvido falar de Jesus, como ouve falar de Gande, Confúcio, Maomé, Allan Kardec, etc.? Que Ele é um espírito aperfeiçoado? Um profeta? Um grande homem? Que ele é um homem que foi pregado na cruz? Acredito sim, que o mundo todo, ou boa parte dele, já ouviu falar de um homem, que há mais de dois mil anos viveu nesta terra, andou curando e pregando; conhecem a história de Jesus, mas não conhecem o Jesus da história. Essas pessoas vão morrer sem conhecer a verdade, sim, mas se você não fizer a sua parte na evangelização Deus vai requerer de ti o sangue delas. Ah, mas dessa forma eles vão chegar diante de Deus e dizer que não é justo, porque eles não tiveram a oportunidade de conhecê-Lo.
Não poderão alegar isso porque em Sl. 19:1-4 diz que, os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das Suas mãos. Um dia fala disso a outro dia; uma noite o revela a outra noite. Sem discurso nem palavras, não se ouve a sua voz. Mas a sua voz ressoa por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo.
Por isso eles são indesculpáveis. Portanto, a ira de Deus é revelada dos céus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça. Pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou.
Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; (Rm. 1:18-20).
Davi era um homem acostumado a viver ao ar livre o que o permitia observar diariamente o nascer e o pôr do sol.
Um universo tão complexo requer um Criador capaz de fazer qualquer coisa, que sabe todas as coisas e que pode estar presente em toda a parte. Mais do que isso, porém, Davi sabia que Deus estava falando com todos os habitantes da terra por intermédio da Sua criação. A criação é um “livro sem palavras” que todos podem ler, pois não precisa de tradução. Cada dia e cada noite, Deus nos fala por meio da criação. Seu discurso é “derramado” silenciosa, abundante e universalmente. Porém, apesar dessa mensagem universal derramada dia e noite sobre todo o mundo, a maioria das pessoas ignora e rejeita Deus, pois deseja viver como bem entende (Rm. 1:18-23).
Phillips Brooks transmitiu a Helen Keller, cega e surda, os primeiros ensinamentos bíblicos, e ela respondeu que sempre soubera que havia um Deus, mas não sabia qual era o Seu nome. Nossa incumbência é dizer ao mundo que o Seu nome é Jesus (At. 4:12).
  • Pessoas morrem sem a oportunidade de conhecer a Jesus? Sim, por displicência da IGREJA.
  • Pessoas morrem sem a oportunidade de conhecer a Deus? Não, graças à auto revelação que Deus faz de Si próprio, através da criação (Sl.19:1,2; Rm. 1:18-23).

W. W. Wiersbe escreve: “A pergunta levantada com tanta frequência: “As pessoas que nunca ouviram falar de Jesus estão perdidas?” pode ser respondida com uma afirmação e outra pergunta:
(1) Sim, pois Deus lhes fala o dia todo e eles se recusam a ouvir;

(2) O que você está fazendo para transmitir o evangelho a essa pessoas?”

quinta-feira, 28 de março de 2013

Será que somos aniquilados após a morte?


Em 2Co. 5: 5-8  o apóstolo fala de um “emigrar do corpo” e “imigrar ao Senhor”. No entanto, seria essa talvez uma afirmação isolada, à qual não devemos dar importância excessiva? Como é o testemunho de todo o NT? Será que outras passagens essenciais corroboram o que Paulo afirma positivamente no presente texto acerca de nossa morte? 
1. Com certeza Paulo não era “platônico”. Porém a noção de uma “alma” ligada ao corpo apenas por pouco tempo não constitui somente “filosofia platônica”. Ela é uma noção da humanidade. De 2Co 12.2-4 depreendemos a naturalidade com que o apóstolo conta com a possibilidade de, com sua pessoa e sua experiência, ter estado “fora do corpo”. Não é bíblica uma disseminada exacerbação da ligação de corpo e alma em uma unidade total. 
O texto paralelo mais próximo da presente passagem encontra-se em Fp 1.21-23. O fato de Paulo não estar pensando em um “estar com Cristo” após a parusia, mas em uma imediata chegada até Jesus, resulta da circunstância de que ele designa o morrer como um “lucro”. Ele jamais poderia afirmar isso se a morte o aniquilasse completamente. Então teria uma perda total que seria compensada somente na parusia, por intermédio de uma criação totalmente nova. Muito substancial é Rm 14.7-9. Existe um “morrer para o Senhor” do mesmo modo como existe um “viver para o Senhor”. Um “morrer para o Senhor” dificilmente pode ser a catástrofe de um aniquilamento total ou da imersão em uma existência inconsciente nas sombras. Por isso o apóstolo também nos mostra imediatamente que, em virtude de sua morte e ressurreição, Jesus é o “Senhor sobre os vivos e os mortos”. Os “mortos”, portanto, precisam estar tão “vivos” que Jesus possa exercer seu “senhorio” sobre eles. Paulo nos assegura que “somos do Senhor”, quer vivamos na terra, quer morramos fisicamente. 
O texto de 1Co 12 nos assevera que como crentes nos tornamos “membros do corpo do Cristo”. Seria imaginável que constantemente membros do Senhor são arrancados pela morte física? Em Rm 8 o apóstolo enalteceu com profundo júbilo que nada nos pode separar do amor de Deus em Cristo Jesus. Na ocasião citou expressamente a “morte” como um poder que também não é capaz disso. Na presente carta Paulo informará, em 2Co 12.4, como foi arrebatado ao paraíso. Para o israelita Paulo, o paraíso era o lugar de permanência dos justos que adormeceram. Ainda que anteriormente tenha sido para ele apenas uma doutrina teórica, agora se tornou plena realidade para ele. Esse paraíso não era um local para dormir, mas um espaço cheio de palavras santas e poderosas. 
2. Mas será que tudo isso é apenas “paulino”? Será que o próprio Jesus considera doutrina correta uma teologia que ensina a morte da pessoa toda com o corpo, a alma e o espírito? 
O contrário é a verdade. Jesus se posicionou fundamentalmente diante dessa questão em seu diálogo com os saduceus sobre a “ressurreição” (Mt 22.23-33; Lc 20.27-40). É digno de nota que Jesus não fale de uma ressurreição vindoura por ocasião da irrupção do reino de Deus, mas demonstra a partir de Êx 3.6 os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó como vivendo perante Deus já agora. Na oportunidade ele formula o princípio de que Deus não é um Deus de mortos, mas de vivos. Logo a imediata “vida após a morte” não se encontra, para Jesus, em contradição com a “ressurreição”, mas a confirma. 
Esse texto representa um paralelo perfeito com o diálogo de Jesus com Marta em Jo 11.23-26. Marta “sabe” acerca da “ressurreição no último dia”. Jesus, porém, lhe atesta uma “vida” que o crente em Cristo possui desde já e preserva ao atravessar a morte física. A partir desse texto cabe considerar todas as referências em que a posse da “vida eterna” é atribuída ao crente desde já. Será que a “vida eterna” pode tornar a “morrer”, se e porque o corpo terreno se decompõe? Será que de fato devemos crer que aquele que “passou da morte para a vida” (Jo 5.24) agora, ao morrer fisicamente, recai “da vida para a morte”? À certeza de Rm 8 corresponde, nas palavras de Jesus, a asseveração sobre os seus: “Ninguém arrebatará as minhas ovelhas da minha mão” (Jo 10.28). “Ninguém” – ou seja, nem mesmo a morte. Mas tampouco o relato de Jesus sobre Lázaro e o homem rico deve ser descartado por nós como “parábola”, mas devemos levá-lo a sério como a palavra daquele que sabe todas as coisas, inclusive a situação dos que passaram pela morte física. 
Não deixa de ser essencial que nos casos de reavivamentos de mortos de que somos informados, esses mortos sejam alcançados pela voz poderosa de seu Senhor ou do apóstolo, podendo dar-lhe ouvidos e obedecer. De forma alguma morreram totalmente, mas sua pessoa continua vivendo e pode ser interpelada. 
3. Como se relaciona esse “viver junto do Senhor” com a “ressurreição”? Temos pouco a dizer sobre isso, pelo fato de que as declarações do NT sobre o estado intermediário na realidade são de certeza inequívoca em sua forma fundamental, mas não nos fornecem uma descrição palpável. Uma coisa, porém, é certa: após a morte ainda não estamos na “glória”. Estaremos do mesmo modo em “estado de espera” como nosso próprio Senhor “aguarda, daí em diante” à direita de Deus (Hb 10.13; 1Co 15.25s). Não se trata pura e simplesmente de nós mesmos e de nossa bem-aventurança! Estão em jogo as grandes coisas de Deus. Elas de forma alguma chegaram ao alvo quando nós chegamos a uma vida junto do Senhor após nossa morte física. A “glória” virá somente por meio da parusia, por meio do reino de paz no último milênio da história desta terra, por meio do juízo mundial, por meio da criação do novo céu e da nova terra, nos quais habita justiça [2Pe 3.13]. Somente ao presenciarmos esses grandiosos eventos obteremos participação na “glória”, que nos foi assegurada com certeza (Rm 5.2; 8.17s; 2Co 4.17s; Cl 3.4; 1Ts 2.12; Jo 17.24). Por isso na realidade não aguardamos a morte e a continuação de nossa vida no paraíso, mas a “ressurreição”, a “redenção de nosso corpo” (Rm 8.11; 8.23), e sabemos que seremos iguais a nosso Senhor até na gloriosa corporeidade, quando o vermos como ele é (Fp 3.21; 1Jo 3.2) 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Traga-me um verme que possa entender o homem
 e eu te trarei um homem que possa entender a Deus

sábado, 14 de julho de 2012

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço


“Cumpram as suas leis com todo o coração
e com toda a alma.” (Deuteronômio 26.16)

Há um ditado que diz:“Faça o que eu digo,
mas não faça o que eu faço.” Entretanto,
esse não é o tipo de conselho que Deus
recomenda que você dê a seus filhos. Se
você quer que eles amem ao Senhor, seja
um exemplo para eles. As suas ações e as
suas palavras, a maneira como você trata
as pessoas, enfim, sua postura diante da
vida servirão de modelo para eles, porque
os filhos se espelham nos pais. Por
exemplo, se você é intempestivo e
intolerante, se explode com facilidade e
não mede palavras para exteriorizar sua
exasperação, provavelmente eles copiarão
seu exemplo. Porém, se você tenta ser uma
pessoa equilibrada, que sempre procura
agir com amor, se costuma orar, ler e
meditar na Palavra, ir regularmente à
igreja, eles procurarão imitá-lo. Por isso,
assimile e coloque em prática o conselho
de Deus: “cumpra as suas leis com todo o
coração e com toda a alma”. Seja um
exemplo de caráter e de fé para seus filhos.
Referencia Deuteronômio 26.16-19

Jaime Kemp